terça-feira, 22 de maio de 2012

::: Governo Publicará Tarifas Cobradas pelos Bancos :::

O Jornal VALOR ECONÔMICO publicou hoje em seu site que o Governo, na tentativa de constranger os Bancos a reduzir seu ganhos, publicará as tarifas cobradas pelos 10 principais bancos que atuam no Brasil.

Na verdade o Banco Central já possuí estas informações, está apenas trabalhando para deixar a linguagem menos técnica para maior entendimento da população, como também elaborando uma estratégia de marketing para atingir de maneira eficiente os Bancos.

Este é mais um reflexo de que apesar dos esforços do Governo na redução da taxa SELIC, poucos consumidores tiveram acesso às reduções publicadas pela mídia. Excetuando os Bancos Públicos,  os demais anunciaram reduções, mas amarraram em ínumeras exigências que praticamente impossibilitam o acesso ao "dinheiro barato". Então, na tentativa de aumentar o consumo, o governo lançará mais uma carta que tem na manga para enfrentar mais uma crise econômica que vem se desenhando pelos movimentos europeus.

No entanto, a tarefa não será fácil. O indíce de inadimplência publicado pela SERASA em abril foi o maior desde que o indicador foi criado (1999), trazendo uma insegurança aos "donos do dinheiro" para disponibilizar ao consumidor. 

A orientação é a mesma, munido de informações de outros bancos, negocie, pechinche e conquiste o melhor para a sua saúde financeira. Mas lembre, não utilize a movimentação do mercado para adquirir empréstimos e financiamentos que você não precisa.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

::: Bancos Anunciam Cortes na Taxa de Juros, Como Posso me Beneficiar com essa Medida? :::

Começaram a valer nesta segunda-feira (23/04/12) as novas taxas de juros anunciadas pelos bancos nas últimas semanas. As primeiras reduções foram anunciadas pelos bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) e em seguida pelos Bancos HSBC, Santander, Bradesco, Itaú e Banrisul.

A redução é reflexo da última reunião do COPOM onde novamente reduziram a taxa Selic, de 9,75% a.a. para 9% ao ano. Basicamente a SELIC é a taxa que os bancos pagam pelo dinheiro, e sobre esse incluem os chamados spreads que é a remuneração que o banco recebe sobre os empréstimos.

Com a redução das taxas de juros, este passa a ser um bom momento para que as pessoas que possuam algum tipo de empréstimo ou financiamento procurarem seus bancos para uma renegociação, afim de obter uma taxa inferior à inicialmente contratada. No entanto, esta não é a única alternativa, existem ainda as opções de substituição dessa dívida por outra com menor taxa em outra instituição financeira (portabilidade), ou até mesmos a captação de um novo empréstimo mais barato para a quitação do primeiro. Importante ressaltar que em caso de portabilidade não podem ser inclusas taxas ou tarifas.

Na hora de optar pela troca do empréstimo, é importante se atentar às tarifas e impostos inclusos na operação para não ser surpreendido com valores que acabam por encarecendo a operação e a troca passa a ser desinteressante financeiramente. Uma boa maneira de comparação é observar o CET (Custo Efetivo Total) em que considera além dos juros outros custos ligados a operação.

Abaixo segue tabela divulgada pelos bancos em 20/04/2012, no entanto as taxas referenciadas variam de acordo com o perfil do cliente.









quarta-feira, 7 de março de 2012

::: SELIC Baixou, Como isso Afeta Meu Bolso? :::

Anunciado agora a noite que o COPOM (Comitê de Política Monetária) rebaixa a taxa SELIC para 9,75% ao ano. Desde de meados de 2010 que não temos uma taxa tão baixa, mas aonde isso afetará o bolso do Brasileiro?

Como citado em artigo anterior (:: Por que o Governo quer Segurar a Queda do Dólar ? :::) a valorização do Real frente a moeda americana, faz com nossas indústrias tenham grandes desafios no comércio internacional, seja pelo fato do preço se tornar não competitivo lá fora, ou por inserção de produtos importados no mercado interno. 

Com a redução da taxa básica de Juros, o mercado brasileiro passar a ser um pouco menos atrativo aos especuladores internacionais, ou seja, diminui a entrada de Dólar na economia nacional e com isso a moeda americana começa a se valorizar novamente.

Outro fator é o incentivo ao consumo e investimentos gerado pela baixa. Como a SELIC influência as taxas de crédito bancário*, o aumento do crédito intensifica o consumo da população e investimentos das empresas reaquecendo a economia nacional.

Em resumo, esta medida deve facilitar o crédito, com isso o consumo aumenta e por conseguinte eleva o PIB nacional (produção de bens e serviços). Estimulo ao crescimento econômico.


* É importante ressaltar que houve um aumento no índice de inadimplência no Brasil, o que pode desacelar a queda das taxas de crédito bancário.

quinta-feira, 1 de março de 2012

::: Por que o Governo quer Segurar a Queda do Dólar ? :::

Nesta semana, o governo anunciou medidas para segurar a queda do dólar. Mas se a moeda que usamos está se valorizando, por que isso não é bom para o Brasil?

Simples, temos que pensar que os mercados são totalmente interligados, repare a sua volta e observarás que os produtos que utilizamos hoje possuem componentes dos mais diversos países. Assim como temos produtos estrangeiros no Brasil, também exportamos em proporção semelhante a que importamos.

O dólar já acumula uma queda de quase 9% somente neste ano de 2012, e isso é uma ameaça às industrias Brasileiras. Com a moeda americana desvalorizada, e esta é a que regula o comércio internacional, as chances dos produtos estrangeiros substituirem os nacionais dentro do nosso mercado aumentam, considerando que muitas vezes o custo da importação é superior ao custo da compra do produto brasileiro. E o mercado asiático cada vez mais agressivo na expansão de seus mercados.

Outro motivo para a intervenção do governo na taxa cambial, é o impacto negativo para as exportações dos produtos aqui produzidos. Com o real valorizado nossos produtos se tornam caros diante de nossos concorrentes internacionais, prejudicando assim as indústrias Brasileiras.

Há ainda outros fatores que justificam a tentativa da União em frear essa desvalorização do Dólar: Queda no número de turistas que visitam nosso país e a redução no valor gasto por estes no Brasil;  Desemprego gerado pela redução dos négocios da indústria Brasileira; entre outros danos causados pelos aspectos já citados neste artigo.

Espero ter ajudado no entendimento da intervenção governamental no mercado cambial.
  

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

::: Orçamento familiar, uma ferramenta para seu bem estar :::

    Quando falamos em orçamento familiar, logo somos remetidos a uma estrutura complexa de planilhas e contas que acreditamos ser a solução para os desafios financeiros que se apresentam em nossa vida. Eis aí uma meia verdade, não trata-se necessariamente de planilhas de difícil elaboração, tão pouco seja a solução de todos nossos problemas financeiro, mas com certeza é a melhor ferramenta para que possamos identificar os “ralos” de nossa gestão financeira.
   A melhor analogia que podemos fazer do orçamento familiar é a boa e velha lista de compras de supermercado, onde descriminamos o que e quanto devemos comprar para a manutenção de um período.
   Assim deve ser o orçamento familiar, é o controle efetivo das receitas e despesas com o objetivo de disciplinar os gastos de uma família. Em uma planilha, ou até mesmo em um caderno, devemos anotar todo e qualquer gasto e rendimento que possuímos em um mês, desde o dinheiro para o lanche das crianças até a parcela de um financiamento por exemplo.
   No primeiro mês, apenas registre todos os seus gasto. Com isto, você poderá identificar para onde está indo sua renda e servirá para a projeção de gastos dos mês seguinte, projeção esta que já deve compreender a redução de despesas que estão prejudicando a saúde financeira da família. Esta é uma atividade, que embora simples, é bastante eficaz quando há a disciplina em de fato registrar todos os gastos ocorridos.
   Mas isto pode não ser o suficiente, se você já se encontra em situação deficitária, ou seja, no vermelho.
Diante disto, seguem breve dicas para a reorganização financeira:
Gaste MENOS do que você ganha – Não existe mágica, é matemática pura.
Tenha o hábito de criar reservas – Você dificilmente consegue prever doenças, demissões ou outras situações adversas em sua família.
   Procure sempre pagar à vista – E não esquece de sempre barganhar por um bom desconto.
Controle muito bem seu cartão de crédito – Pague sempre o valor integral de sua fatura, os juros do Cartão de Crédito são os mais altos do nosso país.
   Sempre negocie tarifas bancárias – Ligando para seu banco e operadora de cartão de crédito, você consegue bons descontos e até isenção de tarifas e anuidades.
Procure ter só uma conta bancária – Dessa maneira você diminui o número de tarifas pagas para a manutenção de conta corrente.
   O limite especial (cheque especial) pode ser usado apenas para contratempos de no máximo 2 ou 3 dias.
   Não se impressione com promoções – Compre somente se estiver precisando do bem/serviço.
  Quando não puder gastar deixe em casa dinheiro, cheques, cartões e comprovantes de renda e residência, pois mesmo sem dinheiro, você consegue facilmente comprar via carnê de pagamentos. Isto é prejudicial a sua saúde financeira.
   Aproveite promoções, gratificações e 13° para equilibrar seu orçamento – Não saia gastando, quite suas dívidas e aproveite para iniciar uma reserva financeira.
   Agora, com as contas em dia e orçamento equilibrado. Crie metas para realizar seus sonhos, poupando e tendo uma vida financeira mais saudável.